Com discurso de quem gosta de “conta de urna”, Eduardo sustentou que os números contam uma história de crescimento: segundo ele, Lucas saiu de um patamar baixo no segundo semestre de 2025 e hoje já disputa a faixa de cima, enquanto adversários estariam “estacionados”. O deputado ainda apontou um divisor de águas: a saída definitiva do governador João Azevêdo em 2 de abril, quando Lucas assume o comando do Estado, momento que, na visão dele, dará a Lucas “caneta, vitrine e ritmo próprio” para acelerar a pré-campanha.
E há um pano de fundo que dá combustível à narrativa de Eduardo: pesquisas recentes divulgadas publicamente mostram Lucas em crescimento e consolidado no pelotão de frente, embora ainda atrás do líder. Em setembro de 2025, por exemplo, levantamento divulgado pela Real Time Big Data apontava Lucas com 17%, enquanto o primeiro colocado aparecia com 34%. Já no fim de dezembro, um recorte do Instituto Seta destacou a evolução do vice-governador ao longo de 2025, chegando a 26,1%. E, no fim de janeiro de 2026, pesquisa Anova/PB Agora manteve Lucas na vice-liderança, ainda distante do topo.
No campo político, Eduardo resumiu a aposta como recado: abril é governo; junho é termômetro; outubro é urna. A frase é audaciosa e calculada. Porque, no tabuleiro paraibano, quando alguém promete virar o jogo com data marcada, não é só convicção: é também sinal de que o grupo quer transformar crescimento em arrancada.
Por: Napoleão soares
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