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Vestido com uniforme, gari conclui licenciatura de História

Pesquisa sobre desigualdade social e invisibilidade dos agentes de limpeza pública foi apresentada à banca examinadora na segunda-feira (11)




                                                    
Ednilson de Pontes Silva acompanhado da banca examinadora (Foto: Arquivo pessoal)


A temporada de apresentações de trabalhos de conclusão de curso da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) contou com uma cena incomum nesta semana. Prestes a conquistar a licenciatura em História, Ednilson de Pontes Silva, 31 anos, vestiu uniforme de gari.

A explicação é que dessa profissão ele tira sustento desde 2011 e foi o serviço que inspirou o trabalho científico orientado pela professora Verônica Pessoa. Concursado da Prefeitura de Pirpirituba, a partir de 2014 Ednilson começou a conciliar o trabalho na equipe de limpeza do município com as aulas em Guarabira.
“Sempre me interessei pela História da África e até pensei em dedicar meu TCC a esse tema. Mas depois percebi que minha profissão também tinha pouca visibilidade e aí surgiu a ideia de pesquisar o assunto. Encontrei um livro (Homens Invisíveis) do pesquisador da USP Fernando Braga da Costa e ele me inspirou”, justifica Ednilson.
                                                                           
Gari concluiu licenciatura em História | Fotos: Arquivo pessoal

Gari concluiu licenciatura em História | Fotos: Arquivo pessoal

Gari concluiu licenciatura em História | Fotos: Arquivo pessoal

O estudo ‘Trabalho, desigualdade social na contemporaneidade: reflexões sobre a invisibilidade dos agentes de limpeza pública (garis)’ foi apresentado e aprovado pela banca examinadora na última segunda-feira (11). Agora, Ednilson se prepara para a colação de grau e pensa em ingressar no Mestrado. Filho de gari e de dona de casa, ele também está em busca de uma segunda graduação.

“Quando passei no concurso para gari, dei uma relaxada nos estudos. Mas chegou a hora que tive vontade de voltar. E quero seguir esse caminho. Minha orientadora falou que tenho chance no Mestrado e vou tentar. E também já passei em outro vestibular, de Ciências Agrárias pela Universidade Federal, campus de Bananeiras”, conta.
Fonte: https://portalcorreio.com.br

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