Câmpus VIII da Universidade Estadual da Paraíba celebra nove anos de fundação com inaugurações










                                                                                         



Há nove anos, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) ampliava sua abrangência e chegava ao Curimataú paraibano, consolidando, assim, sua presença em todas as regiões do Estado. O Centro de Ciências, Tecnologia e Saúde (CCTS), instalado na cidade de Araruna, mudou a realidade da região. A chegada do Câmpus VIII à localidade atraiu novos investimentos, impulsionou o comércio, modificou costumes e alavancou toda uma cadeia econômica em torno da cidade. A UEPB passou a disseminar conhecimentos e a formar novos profissionais na região, sem a necessidade deles se deslocarem para Campina Grande ou outros centros em busca do curso superior, novas perspectivas e novos horizontes.
Nesse período, mais de 350 profissionais já foram formados pelo CCTS e mais de 600 estudantes estão matriculados seguindo na trilha do conhecimento para se tornarem engenheiros, odontólogos ou físicos. Os projetos de extensão desenvolvidos pelos estudantes, com orientação dos professores, levam serviços gratuitos e melhora a qualidade de vida da população. No total, 35 projetos extensionistas estão em pleno andamento, beneficiando não só os moradores de Araruna, mas também das cidades circunvizinhas.
Como não podia ser diferente, as comemorações alusivas aos nove anos de fundação do Câmpus VIII foram realizadas em grande estilo, com direito a banda filarmônica, bolo, encontro de sanfoneiros, apresentação do Acauã da Serra, Feira Científica, homenagem ao centenário de Jackson do Pandeiro, exposição fotográfica e inaugurações. O ato solene de aniversário contou com a presença do reitor Rangel Junior; do diretor do Câmpus, professor Manuel Antônio Gordón Núñez; do diretor adjunto do CCTS, professor Raimundo Leidimar Bezerra; do prefeito de Araruna, Vital Costa; professores, estudantes e técnicos do CCTS.
O diretor do Centro, professor Manuel Antônio Gordón Núñez, ressaltou que apesar das dificuldades enfrentadas pelo Brasil e das ameaças às instituições públicas, o Câmpus VIII tem obtido importantes conquistas, o que é motivo para comemorar. Ele registrou o apoio da Administração Central e a parceria com a Prefeitura de Araruna como fundamentais para a realização de obras que, antes, eram um sonho. “Completamos nove anos de muito esforço, muita luta e trabalho intenso. Essa comemoração é um marco, pois mostra o papel da Universidade aberta para a comunidade”, destacou, acrescentando que o Câmpus VIII foi um divisor de águas na história de Araruna, mudando a realidade da região.
O reitor Rangel Junior parabenizou a gestão do CCTS pela luta, criatividade, ideias inovadoras e tenacidade para potencializar as ações e superar as adversidades. Diante da ausência de alguns gestores do Curso de Odontologia do Câmpus VIII, o reitor lamentou que as divergências políticas se sobreponham aos interesses institucionais e registrou que todos precisam saber exercer a tolerância, ter grandeza para conviver com o diferente e realizar gestos simples, mas significantes.
Rangel ressaltou que a presença da UEPB em Araruna ajudou a região a se desenvolver, o que demostra a importância dos investimentos feitos na Instituição. Ele disse que o Câmpus VIII sempre vai simbolizar o que é mais complexo em termos de esforço administrativo para fazer com que as coisas aconteçam na UEPB. Ele lembrou ainda que, mesmo sem as condições orçamentárias ideais para garantir a execução de obras grandes já planejadas, a Administração Central, com muita luta, estruturou as clínicas de Odontologia e concluiu o prédio do Curso de Engenharia Civil. “Temos aqui, em Araruna, dois dos cursos mais caros da Universidade. Eles são caros, porque eles têm uma importância muito grande pela necessidade existente na sociedade. O benefício é social. É um investimento para o povo da região”, destacou.
Como segundo diretor do Câmpus VIII, o professor Raimundo Leidimar disse que a chegada da UEPB foi um marco na história do Curimataú, devido aos benefícios levados para toda a comunidade, através dos projetos de Odontologia e Engenharia Civil. Com autoridade de quem acompanhou toda evolução do Câmpus, o professor disse que o CCTS supriu uma lacuna educacional da região. “A UEPB está de parabéns por ter instalado um Câmpus em uma região muito carente. Depois de nove anos, já vemos os frutos dessa iniciativa”, ressaltou.
Primeira gestora do Câmpus, a professora Alessandra Brandão enfatizou que a Universidade mudou o entorno de Araruna. A cidade, segundo ela, teve que se organizar para oferecer serviços que antes não existiam. Para ela, o CCTS deu grande contribuição ao Curimataú paraibano, não só na formação profissional, mas no fortalecimento cultural, social e econômico. “Não é possível imaginar mais Araruna e a região sem o Câmpus VIII”, analisou.
Presente na solenidade, o prefeito de Araruna, Vital Costa, disse que a UEPB tem colaborado com o município de Araruna, com parcerias que já geraram frutos proveitosos. “A Universidade tem nos ajudado nas nossas unidades de saúde, com os alunos de Odontologia e Engenharia Civil. Isso tem sido um resultado extremamente positivo para Araruna”, frisou. Sabendo da importância da Universidade para o desenvolvimento da cidade, ele garantiu que as parcerias vão continuar.
Inaugurações
Como parte das celebrações de aniversário, o Câmpus VIII ganhou novos equipamentos que ajudarão os estudantes no desenvolvimento de suas atividades acadêmicas, projetos e programas de extensão. Foi entregue ao CCTS o novo setor da Biblioteca Setorial, que foi totalmente reformado e passou a ter um mini auditório e sala de leitura. O descerramento da placa inaugural e o desenlace da fita foi feito pelo reitor Rangel Junior, pelos diretores do Câmpus e pelo prefeito de Araruna. O ato foi prestigiado pelo pró-reitor adjunto de Graduação, Altamir Souto, e pelo pró-reitor de Cultura, José Cristóvão de Andrade.
Na entrada da Biblioteca foi pintada uma “árvore do saber”, que simboliza o marco da inauguração. A obra idealizada e pintada pelo diretor significa todo o conhecimento que brota no Câmpus e as sementes que já deram frutos. Os diretores do Câmpus VIII e o reitor Rangel Junior foram os primeiros a deixarem as marcas de suas mãos impressas na parede colorida. As digitais de todos os 45 alunos envolvidos da Mostra Científica também ficaram para a posteridade na “árvore do saber”.
Em seguida os professores, estudantes, técnicos e visitantes conheceram as novas dependências da Biblioteca e a exposição do artista plástico de Cacimba de Dentro, Ronaldo Ferreira. Depois conheceram os outros equipamentos do Curso de Odontologia, que ganhou o novo Laboratório de Histopatologia, novas estruturas do Laboratório de Prótese Dentária e a Central de Esterilização II. As obras foram realizadas com recursos próprios da UEPB e por funcionários da Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA).
O marco da 4ª Feira Científica
A 4ª Feira Científica e Cultural do Câmpus de Araruna foi um marco no 9º aniversário do CCTS. O evento, realizado ao longo de todo o dia, superou as expectativas. Mais de 1.500 pessoas passaram pela Feira e visitaram as tendas. Em sua 4ª edição, a Feira prestou homenagens ao centenário de Jackson do Pandeiro, com exposição de várias obras do “Rei do Ritmo”. O evento também contou com a presença de diversos estandes de prefeituras do Curimataú paraibano, que levaram exposição de artesanatos e apresentações culturais para o espaço.
No total, foram montadas 11 tendas abrigando projetos de extensão desenvolvidos pelos estudantes nas três áreas do conhecimento existentes no Centro, além das exposições das prefeituras de Araruna, Tacima, Riachão, Dona Inês, Solidade, Damião, Barra de Santa Rosa e Passa e Fica (RN). Uma das tendas abrigou o projeto “Meninas na Física e na Engenharia”, que há pouco menos de um ano realiza uma série de atividades voltadas a incentivar alunas dos ensinos fundamental e médio a se interessarem por carreiras científicas.
No curso de Engenharia Civil, o destaque foi a tenda do projeto “Pilares”. Trata-se de uma empresa júnior que tem ajudado a revolucionar a construção civil na região. O representante da empresa, o estudante Caio Sérgio Alves, do 8º período, revelou que o projeto visa aplicar na prática os conhecimentos do curso. Funcionando no CCTS, a empresa reúne equipamentos de um escritório da área, atuando de forma concreta na elaboração de projetos de engenharia, com serviços orçamentários e arquitetônicos. No momento, 15 alunos integram o projeto.
O cuidado com o meio ambiente foi representado pela tenda “Lixo Bom”, também realizado por estudantes de Engenharia Civil. O projeto, conforme explicou o professor Igor Sousa, tem o objetivo de modificar todo o manejo dos resíduos sólidos de Araruna através da coleta seletiva. Do curso de Odontologia, o destaque foi a tenda do projeto “Sorrindo sem cárie”. A estudante Maria Isabel Araújo, do 4º período, disse que o projeto mostra às crianças, de maneira divertida, utilizando música e teatro, quais os procedimentos voltados para a saúde bucal. O trabalho é realizado nas creches da região e, no momento, cinco estudantes estão envolvidos na iniciativa.
O Câmpus de Araruna “Professora Maria da Penha” foi inaugurado no dia 20 de setembro de 2010 e, atualmente, abriga os cursos de Bacharelado em Engenharia Civil, Licenciatura em Física e Bacharelado em Odontologia. Conta com mais de 600 alunos matriculados, 42 técnicos administrativos e 73 docentes em atividade no Centro de Ciências, Tecnologia e Saúde.
Texto: Severino Lopes
Fotos: Paizinha Lemos
Fonte: http://www.uepb.edu.br

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1 comentários Em: "Câmpus VIII da Universidade Estadual da Paraíba celebra nove anos de fundação com inaugurações"

  1. Sinto-me extremamente triste com a desvalorização do curso de Licenciatura em Física, a enfase nos dois cursos caros e de projetos extensionistas formidáveis, só vem a enfatiza o quanto o profissional da educação e que contribui para o crescimento do indivíduo em um todo é desvalorizado. Uma triste realidade. (Gostaria de deixar meus parabéns a todos os alunos, formandos e formados do curso de física, aos do antigo curso de ciências (que parece ter sido esquecido por todos) e aos demais de engenharia e odontologia).

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