Dia de campo foi promovido em Tacima para mostrar uso da palma na ração animal e alimento humano

















                                                                                     



A palma como fonte de água para o semiárido, seu cultivo para a alimentação animal e humano foram apresentados nesta quinta-feira (26), na Estação Experimental Benjamim Maranhão, em Tacima, durante Dia de Campo promovido pelo Governo do Estado e organizado pela Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), integrante da Gestão Unificada, vinculada à Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca. O evento reuniu pesquisadores, criadores, estudantes e pessoas interessadas em conhecer as potencialidades desta cultura.     

Também houve apresentação de seis experimentos utilizando palma forrageira para alimentação humana e silagem. São trabalhos que contam com a parceria da Embrapa. Concluídos os trabalhos de pesquisas, previstos para três anos, a Emater e o Procase estarão levando aos produtores as novas tecnologias.
Desenvolvida em cinco estações, a programação do Dia de Campo começou às 8h30, após abertura do presidente da Gestão Unificada, Nivaldo Magalhães, e o diretor técnico da Emepa, Manuel Antônio de Almeida (Manoel Duré), que destacaram a palma forrageira como alternativa de sobrevivência dos rebanhos em períodos de estiagens. Depois das boas vindas de Jefferson Viana, chefe da estação, seguiram-se as palestras sobre a importância do cultivo da palma no contexto do semiárido, com o pesquisador Wandrick Hauss de Sousa, da Emepa, falando sobre as ações de pesquisas do projeto Agrocapri.
Na primeira estação foi discutido o controle de pragas e doenças na cultura da palma pela professora Luciana Cordeiro Nascimento, da UFPB. Na segunda estação, os pesquisadores Sebastião Pereira e João Paulo Farias Ramos, da Emepa, falaram sobre o Banco de Germoplasma de palma irrigado utilizando energia solar e, na terceira estação, os pesquisadores Thiago Aires Ramos, da Emepa, e Edson Mauro Santos, da UFPB, abordaram o sistema de produção de palma forrageira.
Na quarta estação, os participantes tomaram conhecimento acerca da utilização estratégica da palma forrageira na alimentação, tendo como palestrantes Felipe Queiroga Cartaxo, da Emepa, e Juliana Silva de Oliveira, da UFPN e, na última estação, os pesquisadores Flávio Gomes de Oliveira e Humberto Barbosa Cabral, ambos da Emepa, abordaram o uso da palma na alimentação humana.
O presidente da Gestão Unificada, Nivaldo Magalhães, ressaltou a importância para a pecuária paraibana a realização deste Dia de Campo, porque apresentou alternativa para alimentar os rebanhos durante a escassez de ração. Já o diretor técnico da Emepa, Manuel Duré, destacou que o evento permitiu o conhecimento das pesquisas que vêm sendo desenvolvidas visando oferecer material que ajuda na convivência durante as estiagens no semiárido, sem prejudicar o rebanho.
Histórico – Desde o ano de 1999, que a Emepa avançou com as pesquisas para a formação de banco de Germosplasma sobre palma forrageira, quando recebeu 12 variedades do México. No mesmo ano também recebeu do Instituto de Pesquisa Agropecuária de Pernambuco (IPA-PE), 150 genótipos de palma forrageira sem espinhos, palma forrageira com espinho, destinados a frutíferas e para verdura.
No ano de 2016, no entanto, novas ações foram desenvolvidas com a primeira unidade de multiplicação visando recuperar os genótipos de palma que ainda estavam vivas no campo, dos quais foram trabalhados 81 genótipos.  Em janeiro de 2016, 45 genótipos foram multiplicados, especificamente verdura, frutíferas e forrageiras. Num novo esforço de pesquisa, em 2017, uma segunda unidade de multiplicação, agora por meio do Projeto Agrocapri, foi implantada com o desenvolvimento de 47 genótipos de palma também destinada ao consumo, como verdura, frutíferas e forrageiras. E também em dezembro de 2017, uma terceira unidade de multiplicação foi implantada, com 48 genótipos destinados a palma frutífera e palma forrageira, que continuam sendo trabalhadas pelos pesquisadores da Emepa, numa ação que conta com a participação de pesquisadores de universidades.
Fonte: http://www.portalmidia.net

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