O deputado federal paraibano Benjamin Maranhão (SD), nesta quinta-feira (26), explicou os motivos de ter votado novamente contra a continuidade das investigações ao presidente Michel Temer (PMDB). De acordo com o parlamentar, a prioridade é o equilíbrio do país.
“Além de uma decisão partidária, meu voto foi no sentido de não interromper mais um governo, em um momento que a economia reage, com redução da inflação e geração de empregos. Além disso, falta menos de um ano para a realização da eleição”, disse em contato com o portal Paraiba.com.br.
Em agosto, quando a primeira denúncia foi analisada pelo Congresso, Benjamin havia afirmado que o Brasil entraria em uma crise pior do que a que já vive se Temer fosse afastado. Para ele, a primeira denúncia também não apresentou indícios suficientes para prosseguir.
“A instabilidade na economia que o afastamento do presidente traria seria terrível. Isso porque ele ficaria longe do cargo por seis meses até o julgamento no STF. Não seria realizada eleição direta e o país, que agora começa a recuperar sua economia e a elevar os índices de empregabilidade, entraria em uma crise ainda pior”, avaliou à época.
Os deputados paraibanos que votaram favoráveis a Temer foram: Aguinaldo Ribeiro (PP), André Amaral (PMDB), Benjamim Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB), Rômulo Gouveia (PSD) e Wilson Filho (PTB).
Os que votaram contra o presidente Temer foram: Damião Feliciano (PDT), Luiz Couto (PT), Pedro Cunha Lima (PSDB), Veneziano Vital (PMDB) e Wellington Roberto (PR).
Esta é a segunda vez que os deputados livram o presidente de ser processado. A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi votada em agosto e rejeitada, por 263 votos a 227.
Com a decisão, os deputados livraram Temer de responder ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato. Caso fosse instalado, o processo provocaria o afastamento do presidente por até 180 dias. Agora, Temer responderá na Justiça somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2018.
Yves Feitosa
Fonte: http://www.paraiba.com.br

Nenhum comentário