O SONHO DE CAMPINA: Nem Cartaxo nem Maranhão, Romero quer ser o consenso da oposição – Por Nonato Guedes














                                                                                     



Pré-candidato ao governo do Estado pelo PSDB, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, está empenhado em obter um consenso junto a outros pré-candidatos, como o senador José Maranhão (MDB) e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, do PSD, para que a frente de oposição ao esquema do governador Ricardo Coutinho parta com candidatura única.
Romero anunciou que tentará ainda esta semana uma reunião com Cartaxo e Maranhão em busca de solucionar o impasse que ameaça o lançamento de três candidaturas ao Palácio da Redenção pelo bloco oposicionista.
Romero Rodrigues declarou, nas últimas horas, em entrevistas, que compreende as postulações colocadas em pauta e acha que elas são legítimas, assim como a sua. Insiste, todavia, em que a conversação pode facilitar “um norte, uma fórmula que possa unir as oposições”.
O alcaide reeleito em Campina Grande no primeiro turno aposta no êxito da missão de apaziguador a que está se propondo. “Levarei para a reunião o discurso da transparência, da verdade, da realidade.
Não podemos fechar portas nem janelas, precisamos conversar. Repito: trabalho com o desejo de ser governador, quero ser votado mas também posso votar e nós temos que conversar e nos entender, sem qualquer intransigência”, acrescentou.
A manifestação de Romero deu-se por ocasião do anúncio do sorteio de casas e apartamentos do complexo Aluízio Campos para o dia 31 próximo. Ele também deixou claro que somente deixará a prefeitura de Campina Grande se for para participar da disputa na condição de candidato.
No esquema do governador Ricardo Coutinho, interlocutores autorizados informam que está mantida a pré-candidatura do secretário de Recursos Humanos e Infraestrutura, João Azevedo, ao governo do Estado pelo PSB. Um deputado com acesso ao Palácio da Redenção afirmou que esteve com Ricardo e que ele não identificou motivos que provoquem uma substituição de Azevedo no páreo.
Apurou-se que o novo problema em pauta na órbita oficial diz respeito a restrições do PT a fazer coligação com o PSB se for mesmo aceita a participação do DEM, que indicaria o ex-senador Efraim Morais como vice de Azevedo. Petistas e democratas são inimigos viscerais no plano nacional, embora, a nível estadual, tenham dividido atenções e apoio ao governo Ricardo Coutinho.
O presidente estadual do PT, Jackson Macêdo, formulou declarações que o jornal “Correio da Paraíba” veicula hoje, revelando que o PT não deve aceitar a composição com o PSB tendo Efraim Moraisartidos que estão nessa coligação em lados diferentes do nosso e esta é uma conjuntura que precisa ser melhor avaliada”, ponderou Macêdo.
De sua parte, o deputado estadual Frei Anastácio Ribeiro, do Partido dos Trabalhadores, informou que tem aproveitado o período de recesso parlamentar para promover contatos com as bases eleitorais na região do Sertão paraibano.
“Como estamos em ano eleitoral, temos a obrigação de conscientizar o eleitorado sobre os candidatos que devem merecer sufrágios em outubro”, justificou o parlamentar.
Nonato Guedes
Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: nonato guedes

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